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Música inglesa está mais triste e mais dançante

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Seis cientistas da Universidade da Califórnia, no campus da cidade de Irvine, fizeram uma constatação, no mínimo, curiosa: a música inglesa está ficando mais triste. Natalia L. Komarova, Myra Interiano, Kamyar Kazemi, LijiaWang, Jienian Yang e Zhaoxia Yu estudaram 30 anos da produção musical da terra da rainha (1985 a 2015) — com mais de 500 mil faixas — e publicaram no final de maio os resultados que podem ser um importante parâmetro para a mensagem da música ocidental.
Nas palavras da coordenadora do projeto, Natalia Komarova: “Letras relacionadas à felicidade estão diminuindo, já as relacionadas à tristeza estão aumentando. Ao mesmo tempo, os sons estão se tornando mais dançáveis e festivos”. A pesquisadora também lembrou que a relação entre ritmo e letras não é binária quanto o senso comum julga, e ironiza: “Parece que, mesmo que em um astral menos feliz, as pessoas querem esquecer tudo e simplesmente dançar”.
O estudo foi feito, essencialmente, em duas etapas. Primeiro, os cientistas se dedicaram a definir as músicas que estiveram no topo das paradas britânicas (três: UK Charts, MusicBrainz e AcusticBrainz), que seriam as mais tocadas. Em segundo lugar, classificaram-nas entre 12 vertentes, sendo cinco relacionados a propriedade (timbre, tonalidade, “ritmo”, voz/instrumento e gênero — masculino e feminino), duas relacionadas a características do som (acústico/instrumental e eletrônico/instrumental) e, por fim, cinco sentimentos (“relaxante”, “triste”, “festejante”, “feliz” e “agressiva”), sendo que os sentimentos podem ser associados a emoções secundárias, como confiança, ansiedade, volatilidade e outras.
A partir disso, os cientistas categorizaram letras e harmonias dentro de tais sentimentos e subsentimentos. O grande truque para entender tal popularização é o foco de análise nas músicas mais bombadas (que incluíram desde faixas mais atuais, como Adele, Sam Smith e Ed Sheeran até clássicos da década de 1980/1990, como Bruce Springsteen, Eurythmics e Wham!) associadas uma equação aritmética (sendo cada vertente — daquelas 12 — associadas a uma variável 0.1 menos a probabilidade da porcentagem).
As análises do estudo sugerem três resultados que se destacam. O primeiro: ocorreu uma queda de músicas nas paradas de sucesso relacionadas a letras de “felicidade”, e um aumento das canções musicais relacionados à “tristeza”. Ao mesmo tempo, curiosamente, os ritmos das canções estão mais classificados na categoria de “dançantes” e “relaxantes”.
A segunda grande constatação se voltou ao fato de músicas de sucesso (ou seja, canções que alcançaram top 100, em média), dos três charts terem diminuídos. De acordo com os pesquisadores, apenas 4% das músicas conseguiram entrar no top 100 dos charts nesses últimos 30 anos. O terceiro importante resultado apontou uma diminuição no número de músicas no top 100 britânico performada por homens. Em relação a intensidade, 100% em 1985, passou para 53% em 2011. Você pode conferir toda a pesquisa no portal rsos.royalsocietypublishing.org.
(via:cb)

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